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Amo Poesias › TREVAS (Augusto dos Anjos)


  

TREVAS


Haverá, por hipótese, nas geenas
Luz bastante fulmínea que transforme
Dentro da noite cavernosa e enorme
Minhas trevas anímicas serenas?!

Raio horrendo haverá que as rasgue apenas?!
Não! Porque, na abismal sustância informe,
Para convulsionar a alma que dorme
Todas as tempestades são pequenas!

Há de a Terra vibrar na ardência infinda
Do éter em branca luz transubstanciado,
Rotos os nimbos maus que a obstruem a esmo...

A própria Esfinge há de falar-vos ainda
E eu, somente em, hei de ficar trancado
Na noite aterradora de mim mesmo!


Autor: Augusto dos Anjos

Adicionado em 30/09/2009  |  Cliques: 157




 


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