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Soneto do amigo


Enfim, depois de tanto erro passado

Tantas retaliaçíµes, tanto perigo

Eis que ressurge noutro o velho amigo

Nunca perdido, sempre reencontrado.



í‰ bom sentá-lo novamente ao lado

Com olhos que contêm o olhar antigo

Sempre comigo um pouco atribulado

E como sempre singular comigo.



Um bicho igual a mim, simples e humano

Sabendo se mover e comover

E a disfarçar com o meu próprio engano.



O amigo: um ser que a vida não explica

Que só se vai ao ver outro nascer

E o espelho de minha alma multiplica...


Autor: Vinícius de Moraes

Adicionado em 24/10/2008  |  Cliques: 12




 


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