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Amo Poesias › Quando adivinha (Olavo Bilac)


  

Quando adivinha


Quando adivinha que vou vê-Ia, e í  escada

Ouve-me a voz e o meu andar conhece,

Fica pálida, assusta-se, estremece,

E não sei por que foge envergonhada.



Volta depois. í€ porta, alvoroçada,

Sorrindo, em fogo as faces, aparece:

E talvez entendendo a muda prece

De meus olhos, adianta-se apressada.



Corre, delira, multiplica os passos;

E o chão, sob os seus passos murmurando,

Segue-a de um hino, de um rumor de festa



E ah! que desejo de a tomar nos braços,

O movimento rápido sustando

Das duas asas que a paixão lhe empresta.


Autor: Olavo Bilac

Adicionado em 24/10/2008  |  Cliques: 12




 


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