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Amo Poesias › Por estas noites (Olavo Bilac)


  

Por estas noites


Por estas noites frias e brumosas

í‰ que melhor se pode amar, querida!

Nem uma estrela pálida, perdida

Entre a névoa, abre as pálpebras medrosas



Mas um perfume cálido de rosas

Corre a face da terra adormecida ...

E a névoa cresce, e, em grupos repartida,

Enche os ares de sombras vaporosas:



Sombras errantes, corpos nus, ardentes

Carnes lascivas ... um rumor vibrante

De atritos longos e de beijos quentes ...



E os céus se estendem, palpitando, cheios

Da tépida brancura fulgurante

De um turbilhão de braços e de seios.


Autor: Olavo Bilac

Adicionado em 24/10/2008  |  Cliques: 9




 


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