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Amo Poesias › Olha-me! (Olavo Bilac)


  

Olha-me!


Olha-me! O teu olhar sereno e brando

Entra-me o peito, como um largo rio

De ondas de ouro e de luz, lí­mpido, entrando

O ermo de um bosque tenebroso e frio.



Fala-me! Em grupos doudejantes, quando

Falas, por noites cálidas de estio,

As estrelas acendem-se, radiando,

Altas, semeadas pelo céu sombrio.



Olha-me assim! Fala-me assim! De pranto

Agora, agora de ternura cheia,

Abre em chispas de fogo essa pupila...



E enquanto eu ardo em sua luz, enquanto

Em seu fulgor me abraso, uma sereia

Soluce e cante nessa voz tranqí¼ila!


Autor: Olavo Bilac

Adicionado em 24/10/2008  |  Cliques: 17




 


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