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Amo Poesias › Noite Morta (Manuel Bandeira)


  

Noite Morta


Noite morta.
Junto ao poste de iluminação
Os sapos engolem os mosquitos.

Ninguém passa na estrada.
Nem um bêbado.

No entanto há seguramente por ela uma procissão de sombras.

Sombras de todos os que passaram.
Os que ainda vivem e os que já morreram.

O córrego chora.
A voz da noite...

(Não desta noite, mas de outra maior.)


Autor: Manuel Bandeira

Adicionado em 24/10/2008  |  Cliques: 70




 


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