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Como quisesse livre ser


Como quisesse livre ser, deixando

As paragens natais, espaço em fora,

A ave, ao bafejo tépido da aurora,

Abriu as asas e partiu cantando.



Estranhos climas, longes céus, cortando

Nuvens e nuvens, percorreu: e, agora

Que morre o sol, suspende o ví´o, e chora,

E chora, a vida antiga recordando ...



E logo, o olhar volvendo compungido

Atrás, volta saudosa do carinho,

Do calor da primeira habitação...



Assim por largo tempo andei perdido:

— Ali! que alegria ver de novo o ninho,

Ver-te, e beijar-te a pequenina mão!


Autor: Olavo Bilac

Adicionado em 24/10/2008  |  Cliques: 13




 


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