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Como a floresta secular


Como a floresta secular, sombria,

Virgem do passo humano e do machado,

Onde apenas, horrendo, ecoa o brado

Do tigre, e cuja agreste ramaria



Não atravessa nunca a luz do dia,

Assim também, da luz do amor privado,

Tinhas o coração ermo e fechado,

Como a floresta secular, sombria...



Hoje, entre os ramos, a canção sonora

Soltam festivamente os passarinhos.

Tinge o cimo das árvores a aurora...



Palpitam flores, estremecem ninhos, . .

E o sol do amor, que não entrava outrora,

Entra dourando a areia dos caminhos.


Autor: Olavo Bilac

Adicionado em 24/10/2008  |  Cliques: 12




 


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