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Amo Poesias › Assovio (Cecília Meireles)


  

Assovio


Ninguém abra a sua porta
para ver que aconteceu:
saí­mos de braço dado,
a noite escura mais eu.

Ela não sabe o meu rumo,
eu não lhe pergunto o seu:
não posso perder mais nada,
se o que houve já se perdeu.

Vou pelo braço da noite,
levando tudo que é meu:
- a dor que os homens me deram.
e a canção que Deus me deu.


Autor: Cecília Meireles

Adicionado em 24/10/2008  |  Cliques: 26




 


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