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"A vida nos ensinou que o amor não consiste em olhar um para o outro, mas sim olhar juntos para fora na mesma direção." (Antoine De Saint Exupery) |
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Amo Poesias › AO LUAR (Augusto dos Anjos)
AO LUAR
Quando, à noite, o Infinito se levanta
À luz do luar, pelos caminhos quedos Minha tátil intensidade é tanta Que eu sinto a alma do Cosmos nos meus dedos! Quebro a custódia dos sentidos tredos E a minha mão, dona, por fim, de quanta Grandeza o Orbe estrangula em seus segredos, Todas as coisas íntimas suplanta! Penetro, agarro, ausculto, apreendo, invado, Nos paroxismos da hiperestesia, O Infinitésimo e o Indeterminado... Transponho ousadamente o átomo rude E, transmudado em rutilância fria, Encho o Espaço com a minha plenitude! Autor: Augusto dos AnjosAdicionado em 02/10/2009 | Cliques: 205
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