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Amo Poesias › A um poeta (Olavo Bilac)


  

A um poeta


Longe do estéril turbilhão da rua,

Beneditino escreve! No aconchego

Do claustro, na paciência e no sossego,

Trabalha e teima, e lima , e sofre, e sua!



Mas que na forma se disfarce o emprego

Do esforço: e trama viva se construa

De tal modo, que a imagem fique nua

Rica mas sóbria, como um templo grego



Não se mostre na fábrica o suplicio

Do mestre. E natural, o efeito agrade

Sem lembrar os andaimes do edifí­cio:



Porque a Beleza, gêmea da Verdade

Arte pura, inimiga do artifí­cio,

í‰ a força e a graça na simplicidade.

Olavo Bilac


Autor: Olavo Bilac

Adicionado em 24/10/2008  |  Cliques: 20




 


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