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Amo Poesias › A D. Joana (Castro Alves)


  

A D. Joana




(No dia do seu aniversário)


SENHORA, eu vos dou versos, porque apanho
Das flores d'ahna um ramalhete agreste
E são versos a flora perfumada,
Que de meu seio a solidão reveste.


E vós que amais a parasita ardente,
Que abre como um suspiro em pleno maio,
E o aroma que anima o cálix rubro
— Talvez de uma alma perfumoso ensaio,


E esse vago tremer de ní­veas pétalas,
Que faz das flores meias borboletas,
O escarlate das malvas presumidas,
A modéstia infantil das violetas,


E essa linguagem transparente e meiga
Que a natureza fala nas campinas
Pelas vozes das brisas suspirosas,
Pela boca rosada das boninas ...


Hoje, na vossa festa, em vosso dia,
Em meio aos vossas í­ntimos amores...
Juntai aos ramalhetes estes versas,
Pois versas de afeição... também são flores!


Autor: Castro Alves

Adicionado em 24/10/2008  |  Cliques: 14




 


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