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#22986 Pesquisa por "poemas de autores estrangeiros" | 990 resultados em 165 páginas, em 0.04116 segundos





Os Poemas  ( Mário Quintana )
Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam no livro que lês. Quando fechas o livro, eles alçam ví´o como de um alçapão. Eles não têm pouso nem porto alimentam-se um instante em cada par de mãos e partem. E olhas, então, essas tuas mãos vazias, no maravilhado espanto de saberes que o alimen ...
Tipo: Poesias


Contrariedades  ( Cesário Verde )
Eu hoje estou cruel, frenético, exigente; Nem posso tolerar os livros mais bizarros. Incrível! Já fumei três maços de cigarros Consecutivamente. Dói-me a cabeça. Abafo uns desesperos mudos Tanta depravação nos usos, nos costumes! Amo, insensatamente, os ácidos, os gumes E os ângulos agudos. Sentei-me à secretári ...
Tipo: Poesias


Data e dedicatória  ( Mário Quintana )
Teus poemas, não os dates nunca Um poema Não pertence ao Tempo Em seu paí­s estranho Se existe hora, é sempre a hora extrema Quando o Anjo Azrael nos estende ao sedento Lábio o cálice inextinguí­vel O que tu fazes hoje é o mesmo poema Que fizeste em menino, í‰ o mesmo que, Depois que tu te fores, Alguém lerá baixi ...
Tipo: Poesias


Arte de amar  ( Thiago de Mello )
Não faço poemas como quem chora, nem faço versos como quem morre. Quem teve esse gosto foi o bardo Bandeira quando muito moço; achava que tinha os dias contados pela tí­sica e até se acanhava de namorar. Faço poemas como quem faz amor. í‰ a mesma luta suave e desvairada enquanto a rosa orvalhada se vai entreabr ...
Tipo: Poesias


O Sentimento dum Ocidental  ( Cesário Verde )
A Guerra Junqueiro I - AVE-MARIA Nas nossas ruas, ao noitecer, Há tal soturnidade, há tal melancolia, Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia Despertam-me um desejo absurdo de sofrer. O céu parece baixo e de neblina, O gás estravassado enjoa-me, perturba; E os edifícios, com as chaminés, e a turba Toldam ...
Tipo: Poesias


Poema Pouco Original do Medo  ( Alexandre ONeill )
O medo vai ter tudo pernas ambulâncias e o luxo blindado de alguns automóveis Vai ter olhos onde ninguém o veja mãozinhas cautelosas enredos quase inocentes ouvidos não só nas paredes mas também no chão no teto no murmúrio dos esgotos e talvez até (cautela!) ouvidos nos teus ouvidos O medo vai ter tudo fantasma ...
Tipo: Poesias



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