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Elogio Barroco Da Bicicleta  ( Alexandre ONeill )
Redescubro, contigo, o pedalar eufórico pelo caminho que a seu tempo se desdobra, reolhando os beirais - eu que era um teórico do ar livre - e revendo o passarame à obra. Avivento, contigo, o coração, já lânguido das quatro soníferas redondas almofadas sobre as quais me etangui e bocejei, num trânsito de corpos em corr ...
Tipo: Poesias


O dia da criação  ( Vinícius de Moraes )
Macho e fêmea os criou. Gênese, 1, 27 I Hoje é sábado, amanhã é domingo A vida vem em ondas, como o mar Os bondes andam em cima dos trilhos E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na cruz para nos salvar. Hoje é sábado, amanhã é domingo Não há nada como o tempo para passar Foi muita bondade de Nosso Senhor Jes ...
Tipo: Poesias


Canção do boêmio  ( Castro Alves )
(RECITATIVO DA MEIA HORA DE CINISMO) COMí‰DIA DE COSTUMES ACADíŠMICOS Música de Emí­lio do Lago Que noite fria! Na deserta rua Tremem de medo os lampiíµes sombrios. Densa garoa faz fumar a lua, Ladram de tédio vinte cães vadios. Nini formosa! por que assim fugiste? Embalde o tempo í  tua espera conto. ...
Tipo: Poesias


AMOR  ( Clarice Lispector )
Um pouco cansada, com as compras deformando o novo saco de tricí´, Ana subiu no bonde. Depositou o volume no colo e o bonde começou a andar. Recostou-se então no banco procurando conforto, num suspiro de meia satisfação. Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, ...
Tipo: Poesias


Caboclo roceiro  ( Patativa do Assaré )
Caboclo Roceiro, das plaga do Norte Que vive sem sorte, sem terra e sem lar, A tua desdita é tristonho que canto, Se escuto o meu pranto me ponho a chorar Ninguém te oferece um feliz lenitivo í‰s rude e cativo, não tens liberdade. A roça é teu mundo e também tua escola. Teu braço é a mola que move a cidade De no ...
Tipo: Poesias


Invulnerável  ( Cruz e Souza )
Quando dos carnavais da raça humana Forem caindo as máscaras grotescas E as atitudes mais funambulescas Se desfizerem no feroz Nirvana; Quando tudo ruir na febre insana, Nas vertigens bizarras, pitorescas De um mundo de emoções carnavalescas Que ri da Fé profunda e soberana, Vendo passar a lúgubre, funérea G ...
Tipo: Poesias







 


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