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Ansiedade  ( Cruz e Souza )
Esta ansiedade que nos enche o peito Enche o céu, enche o mar, fecunda a terra. Ela os germens puríssimos encerra Do Sentimento límpido, perfeito. Em jorros cristalinos o direito, A paz vencendo as convulsões da guerra, A liberdade que abre as asas e erra Pelos caminhos do Infinito eleito. Tudo na mesma ansied ...
Tipo: Poesias


NUMA FORJA  ( Augusto dos Anjos )
De inexplicáveis ânsias prisioneiro Hoje entrei numa forja, ao meio-dia. Trinta e seis graus à sombra. O éter possuía A térmica violência de um braseiro. Dentro, a cuspir escórias De fugida limalha Dardejando centelhas transitórias, No horror da metalúrgica batalha O ferro chiava e ria! Ria, num sardonismo doloroso ...
Tipo: Poesias


VOLÚPIA  ( Florbela Espanca )
No divino impudor da mocidade, Nesse êxtase pagão que vence a sorte, Num frêmito vibrante de ansiedade, Dou-te o meu corpo prometido í  morte! A sombra entre a mentira e a verdade A nuvem que arrastou o vento norte - Meu corpo! Trago nele um vinho forte Meus beijos de volúpia e de maldade! Tr ...
Tipo: Poesias


NOSTALGIA  ( Florbela Espanca )
Nesse Paí­s de lenda, que me encanta, Ficaram meus brocados, que despi, E as jóias que plas aias reparti Como outras rosas de Rainha Santa! Tanta opala que eu tinha! Tanta, tanta! Foi por lá que as semeei e que as perdi Mostrem-me esse Paí­s onde eu nasci! Mostrem-me o Reino de que eu sou Infanta! ...
Tipo: Poesias


RÚSTICA  ( Florbela Espanca )
Ser a moça mais linda do povoado. Pisar, sempre contente, o mesmo trilho, Ver descer sobre o ninho aconchegado A bênção do Senhor em cada filho. Um vestido de chita bem lavado, Cheirando a alfazema e a tomilho - Com o luar matar a sede ao gado, Dar í s pombas o sol num grão de milho Ser pura como a água da ciste ...
Tipo: Poesias


Fogo-fátuo  ( Olavo Bilac )
Cabelos brancos! dai-me, enfim, a calma A esta tortura de homem e de artista Desdém pelo que encerra a minha palma, E ambição pelo mais que não exista; Esta febre, que o espí­rito me encalma E logo me enregela; esta conquista De idéias, ao nascer, morrendo na alma, De mundos, ao raiar, murchando í  vista ...
Tipo: Poesias



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